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Ser campeão brasileiro por si só já é um feito e tanto. Ficar com a taça e ainda fazer o artilheiro da competição é algo ainda mais simbólico e expressivo. Agora, o que dizer de terminar com o título, tendo o principal goleador e ainda ter também o vice? Pois é exatamente o que o Flamengo pode realizar ao fim deste Brasileirão. Algo que só foi obtido pelo Santos de Pelé.

Com 10 pontos de vantagem sobre o Palmeiras, segundo colocado, o Rubro-Negro está muito próximo de soltar em definitivo o grito de campeão. Assim como Gabigol caminha a passos largos para se sagrar o artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo. Com 21 gols marcados, o camisa 9 tem cinco de vantagem para o 2º colocado, o seu companheiro de ataque Bruno Henrique.

Isso só ocorreu na história do Brasileiro em duas oportunidades, contando desde a Taça Brasil de 1959. E ambas aconteceram com o Santos de Pelé.

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Em 1961, o Peixe conquistou o título pela primeira vez, tendo o Rei como o principal goleador da competição. Foram 9 gols em 7 rodadas, três a mais que Coutinho, que terminou como vice, empatado com Didico, do Bahia. Sete anos depois, o Alvinegro Praiano se sagrou campeão pela 6ª vez em sua história, ganhando o Robertão. Toninho Guerreiro foi o artilheiro daquele ano com 15 gols. Pelé, com 12, ficou com a segunda colocação.

Desde então, quem chegou perto de fechar essa trinca foi o Vasco, em 1984. O time teve o principal goleador, Roberto Dinamite, com 16 bolas na rede, e o vice, Arturzinho, com 14, mas acabou sendo derrotado na decisão do Brasileiro pelo Fluminense de Romerito. Foi a única vez, desde Pelé, que um clube teve os dois primeiros colocados na artilharia.

Em outros anos, porém, foi comum a equipe campeã ter também o goleador. O próprio Flamengo, inclusive, com Zico em 1980 e 1982, e com Adriano em 2009. Mais recentemente, o Fluminense com Fred, em 2012, e Corinthians com Jô, em 2017 também ficaram com a taça e a artilharia. Nenhum, porém, fazendo também o vice.

Faltando seis rodadas para o fim do Brasileirão, Gabigol e Bruno Henrique têm tudo para – mantido o nível que vêm tendo – se tornaram os primeiros a realizarem esse feito na ‘era pós-Pelé’.

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